CMA-J

Colectivo Mumia Abu-Jamal

O Poder da Lei e do Sexo


Foto de Mumia Libre.

















O poder da lei e do sexo.
Por Mumia Abu-Jamal.

Um poderoso deputado político pediu um favor a várias mulheres do seu pessoal. " Meninas, não estão interessados em ter um bebé meu? Não se preocupem. Estou disposto a pagar ".

Em algum tempo quando o assédio sexual, abuso e ataques contra as mulheres são habituais, isto soa como um mau filme de ficção científica. É a vida real? Uma pergunta.

A mim faz-me pensar na futurista novela feminista, ' o conto da criada ' (The Handmaid ' S Tale), por Margaret Atwood, na qual os homens de dinheiro e poder criam uma teocracia conservadora onde ensinam e obrigam as mulheres. De baixa condição social a servir a classe rica, ao grau de parir as filhas e filhos sobre quem não pode reclamar nenhum direito.

Esta foi, a propósito, a verdadeira condição oculta de 'Ameríca' nos seus princípios, quando as mulheres africanas foram violadas à vontade dos seus donos, que vendiam aos seus filhos para fins lucrativos.

O político que fez propostas sexuais às suas empregadas é o deputado do partido republicano, Trent Franks, do Arizona, distrito oito, um conservador bem conhecido por promover "os valores familiares". este tipo ofereceu aos seus empregados cinco milhões de dólares. Para vender os seus úteros. Uau! Que valores! Não?

E eu não queria usar a fertilização in vitro. Ele queria "fazê-lo" da maneira tradicional. Já sabem, com o sexo.

Embora o Franks tenha renunciado ao seu cargo, não deixa claro a forma como os legisladores vêem as pessoas regulares? Parece-me que sim.

Os corpos das mulheres são considerados sob a lógica do capitalismo, como mercadoria que se compra e se vende. Isso não explica os fantásticos ganhos que podem ser obtidos na indústria pornô?
Essa lógica nos levou a carnificina e os horrores da escravidão, quando as mulheres negras foram compradas e vendidas como gado.

E mais de um século depois, o preço subiu.
Acho que isto é o progresso.

Desde a nação encarcerada, sou Mumia Abu-Jamal.

Libertação de Ahed Tamimi , todas as crianças e jovens palestinos detidas pelo estado sionista de Israel

Dia 13, Sábado, correspondendo ao apelo de vários colectivos de solidariedade realizaram-se iniciativas em Lisboa, Porto e Braga a exigir a libertação de Ahed Tamimi e as mais de trezentas crianças e jovens palestinos, tal como todos os presos políticos . A política ignóbil do estado sionista em que o apartheid impera, foi denunciada pelos activista que intervieram e denunciaram a tortura e a humilhação práticas correntes de um exército de ocupação .

Mais acções terão lugar nos próximos dias . Só um vasto movimento de solidariedade pode fazer recuar o ocupante sionista e consumar a liberdade de todos os prisioneiros, desde logo as crianças e jovens que permanecem detidos.

Palestina Vencerá !
Foto de Colectivo MUMIA Abu-Jamal.

Condenação do reconhecimento pelos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel

 


COMUNICADO 20/2017 
O MPPM CONDENA O RECONHECIMENTO PELOS ESTADOS UNIDOS DE JERUSALÉM COMO CAPITAL DE ISRAEL

O presidente Donald Trump anunciou hoje, 6 de Dezembro, que os Estados Unidos da América reconhecem Jerusalém como capital de Israel e vão iniciar o processo de tranferência para esta cidade da sua embaixada.

Esta decisão unilateral constitui uma violação gravíssima do direito internacional, consignado nomeadamente em numerosas resoluções da ONU, incluindo a recente resolução 2334 do Conselho de Segurança, de Dezembro de 2016, que explicitamente menciona Jerusalém Oriental como «território palestino ocupado».

Esta decisão, que aliás constitui uma alteração substancial da posição oficial estado-unidense até agora vigente, coloca assim os Estados Unidos fora da legalidade internacional. 

O estatuto de Jerusalém, que continua por resolver, está no centro da questão israelo-palestina. O plano de partição da Palestina de 1947 previa a constituição no seu território de um Estado judaico e de um Estado árabe-palestino, constituindo Jerusalém um «corpus separatum». Na sequência da guerra de 1948 Israel ocupou Jerusalém Ocidental, e em 1967, na chamada Guerra dos Seis Dias, ocupou também Jerusalém Oriental, tendo em 1980 declarado Jerusalém sua capital. O Conselho de Segurança da ONU condenou essa medida como uma violação do direito internacional, e a Resolução 478 do Conselho de Segurança, de Agosto de 1980, apelou aos Estados membros para que retirassem as suas missões diplomáticas de Jerusalém. Deste modo, todas as embaixadas estrangeiras em Israel se encontram em Tel Aviv, e até hoje nenhum país reconheceu a soberania israelita sobre Jerusalém Oriental. Em Jerusalém Oriental em particular – depois de operação idêntica levada a cabo em Jerusalém Ocidental depois da sua ocupação em 1948 – Israel prossegue, desde 1967, uma política sistemática de colonização, segregação e limpeza étnica da população palestina, visando, ao mesmo tempo, isolar a cidade do contexto da Margem Ocidental do rio Jordão.

A declaração do presidente estado-unidense reconhecendo Jerusalém como capital de Israel aceita a ilegal ocupação israelita de toda a cidade, nega os laços históricos, culturais, emocionais e nacionais dos palestinos com Jerusalém e liquida a legítima aspiração do povo palestino a fazer de Jerusalém Oriental a capital do seu futuro Estado. Qualquer eventual negociação entre israelitas e palestinos será fútil, já que ficará privada de parte essencial do seu conteúdo. A solução dos dois Estados está comprometida.

Esta medida unilateral e ilegal dos Estados Unidos faz parte de um quadro de rápida deterioração da situação em todo o Médio Oriente, com um crescendo de ameaças e de medidas que prenunciam uma nova escalada das guerras e conflitos que já tão duramente martirizaram aquela região, desta vez tendo como alvos o Irão e a soberania e integridade territorial do Líbano. Exemplos disso são as medidas do governo Trump pondo em xeque o acordo nuclear com o Irão; a anunciada constituição de uma «NATO do Médio Oriente»; os repetidos ataques militares de Israel contra território sírio e contra a Faixa de Gaza; o agravamento da agressão ao Iémen e da sua dramática situação humanitária; os cada vez mais graves ataques terroristas no Egipto; a notícia da evacuação da Síria de grupos armados do Daesh escoltados por forças armadas norte-americanas; a demissão, forçada pela Arábia Saudita, do primeiro-ministro libanês Saad Hariri. Deve sublinhar-se que esta escalada ocorre no momento em que os bandos terroristas que têm semeado o caos e a destruição na Síria caminham para a derrota e em que se abrem perspectivas positivas para uma solução política que defenda a soberania e integridade territorial daquele martirizado país. 

Reconhecendo Jerusalém como capital de Israel, os Estados Unidos confirmam uma vez mais que, bem ao contrário do papel de «mediador» que cultivam, a orientação estratégica da sua política de aliança com Israel é de cumplicidade com a violência e ilegalidade da ocupação. 

Neste momento, o MPPM exorta o Estado português a que — a exemplo do que fizeram numerosas entidades e países estrangeiros — condene, de forma inequívoca, o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel pelos Estados Unidos e reclame junto destes e nas instâncias internacionais o respeito da legalidade internacional. Mais apela ao Governo Português a que, em obediência aos princípios constitucioniais e no seguimento da recomendação aprovada na Assembleia da República, reconheça formalmente o Estado da Palestina com capital em Jerusalém Oriental. 

O MPPM condena com veemência este novo exemplo de apadrinhamento pelos Estados Unidos do regime sionista de Israel, que oprime e reprime o povo palestino e constitui um perigo para a paz, e com um dos governos mais extremistas e reaccionários que Israel já conheceu.

O MPPM reafirma a sua solidariedade indefectível com o povo palestino e saúda a sua justa luta pelos seus inalienáveis direitos nacionais, pela edificação do Estado da Palestina livre, independente, soberano e viável nas fronteiras anteriores a 1967, com capital em Jerusalém Oriental, e uma solução justa para a situação dos refugiados palestinos nos termos do direito internacional e das resoluções pertinentes das Nações Unidas.

Lisboa, 6 de Dezembro de 2017
A Direcção Nacional do MPPM

Os não europeus não pensam ?

"Os não europeus não pensam ?" , reagindo ao artigo que nos é dado ler , questionamos e se pensassem, como agiriam face a tanta injustiça secular emanada pelas gentes do ocidente.
Os impérios ocidentais propagaram o terrorismo e hoje exercem-no com requinte em troca do saque, continuam impunemente a matar os mais desprotegidos . O artigo do Nuno Ramos de Almeida é apenas uma gota de água de denúncia de quanto criminoso é o mundo ocidental . Os não europeus indiscutivelmente pensam e não serão alvos da selvajaria de um mundo predador por tempo infinito .
Este é o título provocatório de um livro do pensador de origem iraniana Hamid Dabashi, mas podia ser a expressão da política de Estado que permite massacrar impunemente pessoas neste mundo sem que se multiplique nenhum “Je Suis” bem-intencionado
IONLINE.SAPO.PT

Protesto: Almada, não dances com o apartheid israelita!






Protesto HOJE, a partir das 21 horas, Escola Dom António Costa. Almada: não dances com o apartheid israelita! Contamos com o vosso apoio hoje à noite para denunciar a parceria do Festival de Almada com a propaganda do estado racista e apartheid the Israel.




Franz Fanon, jornalista revolucionário

Franz Fanon: jornalista revolucionário
Por Múmia Abu-Jamal.

As pessoas que estudaram a revolução negra global do século vinte tiveram de ler a obra-prima de Franz Fanon: "os condenados da terra". era conhecido como o guia da revolução negra, de Accra no Gana a Oakland na Califórnia , EUA.
Esta obra, tanto um estudo psicológico como um diagnóstico da natureza do colonialismo francês na Argélia, deu aos militantes um tremendo conhecimento da natureza do imperialismo e de como a resistência explodiu contra ele.
Uma líder anterior dos panteras negras, Kathleen Nesl Cleaver, escreveu que a influência de Fanon sobre os revolucionários negros nos Estados Unidos foi profunda.
Mas antes de ele publicar " os condenados da terra ", escreveu uma extraordinária série de artigos de forma anónima para a revista revolucionária argelina " El Moudjahid ", de setembro de 1957 a Janeiro de 1960.
Os ataques de "o" contra as autoridades políticas, coloniais e militares franceses são excepcionalmente agudos e concentrados, reflectindo a visão única, tanto psicológica como ideológica, de Fanon sobre as lutas argelinas e africanas contra o imperialismo.
"Moudjahid" é um termo árabe que significa um que libra jihad, ou luta, e aqui um vê a em uma poderosa guerra de palavras contra a ocupação externa da Argélia.
Mas Fanon era muito mais do que um guerreiro de palavras. Na sua obra de 1964, "para a revolução africana", encontramos Fanon o crítico, o analista político, o africanista, o internacionalista, o marxista, e o anti-Imperialista.
Nos seus artigos publicados em "o moudjahid", Fanon anonimamente dá voz à frente de Libertação Nacional (fln) Argelina e se os esforços da França para o incriminar de violações, assassinatos e massacres. Condena também os colaboradores árabes e africanos e examina a forma como as forças armadas francesas utilizaram a tortura para intimidar a resistência argelina.
Fanon escreve: " a tortura na Argélia não é um acidente, nem um erro ou falha. Não se pode compreender o colonialismo sem ver a probabilidade de tortura, violações e massacres ".
Fanon era um jornalista revolucionário, ou melhor, um revolucionário que trabalhava como jornalista. O seu coração estava com todos os movimentos de libertação nacional, anti-Imperialistas e revolucionários.
O seu coração estava com os seus amigos rebeldes, como Nkrumah do Gana e Lumumba, do Congo.
O seu coração estava com quem ele chamou "os condenados da terra" - com os despojados do mundo.
Desde a nação encarcerada sou Mumia Abu-Jamal.

Vhils foi gravar os rostos de moradores nas ruínas do 6 de Maio


Graffiter mundialmente conhecido foi homenagear moradores de um bairro que está em processo de despejo. Pintou-os nas ruínas para lembrar que, “quando se destrói as paredes sem dar alternativa, é a vida da pessoa que se destrói também”.
Por Joana Gorjão Henriques "Público"

Vhils pôs o músico Katuta Branca e a cabo-verdiana Ondina Tavares a viverem como vizinhos outra vez. Os dois moraram em frente um ao outro durante anos, no bairro 6 de Maio (Amadora). Mas, seis meses depois de a polícia ter batido à porta desta mulher, mandando-a sair para lhe poder demolir a casa, o edifício hoje resume-se apenas a escombros – e a sua vida continua num impasse.
Ondina mudou-se para o interior do bairro, para o antigo apartamento dos pais, que ficou em nome do irmão, o proprietário oficial, encontrando assim uma solução provisória. Hoje já não dá logo de caras com Katuta Branca, um dos rostos icónicos deste bairro na periferia de Lisboa, conhecido pela música que ficou registada em enciclopédia. Porém, nesta sexta-feira de manhã, quando acordou, viu o seu rosto e o de Katuta Branca lado a lado nas paredes de duas casas demolidas, pintados pelo artista que ficou mundialmente conhecido pelos seus graffiti.
Não foi uma surpresa total, porque na noite anterior Alexandre Farto (o nome de Vhils) conversou com Ondina. Só não tinha era decidido que Katuta Branca iria ficar ao seu lado.Pelas 23h de quinta-feira, de roupão, Ondina abre a porta e leva-nos para uma sala que tem menos coisas do que da última vez que a visitámos, em Novembro. Já não há sacos pretos cheios de roupa e objectos a ocupar quase toda a pequena sala.
A filha e os netos não estão ali: arranjaram dois quartos, por 300 euros, numa casa na Reboleira.Sentada num das cadeiras, Ondina, reformada por invalidez, ouve atentamente o que Vhils lhe explica. Ele abre o computador e mostra-lhe o seu rosto em grande formato, projectado numa das paredes.
Está a preto-e-branco e é uma montagem a partir de uma fotografia tirada pela fotógrafa Ana Brígida, numa reportagem para o PÚBLICO.
– Não vai ficar nesta parede, mas é só para lhe mostrar, diz Vhils.
– Isso é o meu retrato?
– É.– Ave Maria!! – exclama Ondina – a gente do bairro vai fugir!
Vhils diz-lhe que ela está bonita. Com ar pensativo, ela ri-se, acha que não. 
– Se não estiver confortável, não tem problema. A ideia é fazer uma homenagem à força que as pessoas daqui tiveram. E é uma homenagem a si 
–, diz o jovem que em 2015 dedicou a sua condecoração de Cavaleiro da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada a todas as periferias do Portugal e aos que “não tiveram as mesmas oportunidades”.
Ondina vive há 18 anos no bairro 6 de Maio, um dos que a Câmara Municipal da Amadora (CMA) está a demolir, seguindo o Programa Especial de Realojamento (PER) para erradicar as barracas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. O objectivo do PER, feito em 1993, é dar apoio financeiro às famílias para construção ou aquisição de habitações mas está a seguir um recenseamento com mais de 23 anos.As demolições são frequentes no 6 de Maio há anos, e mais sistemáticas desde 2015. Muitos que não estão no PER se queixaram de terem sido despejados sem que lhes fosse dada alternativa a longo prazo, pois a ajuda apresentada era um mês de renda ou um abrigo da Segurança Social no qual poderiam ficar temporariamente.
"Como se fosse uma estátua"
Anda-se no bairro e o cenário é apocalíptico. As ruelas estreitas e escuras têm lixo em cada passo. O entulho é o mais comum, por isso as casas, que de si já têm poucas janelas, convivem lado a lado com estilhaços. Vhils entra acompanhado pela sua equipa, o contacto são dois jovens que vivem no 6 de Maio desde que nasceram, o rapper Vado Más Ki Ás, 21 anos, e João Lopes, 33.
Em fila, e andando rapidamente, o grupo está primeiro a fazer uma prospecção às zonas onde Vhils poderá intervir com graffiti, escolher paredes de casas em ruínas e não incomodar os moradores. Precisam de uma puxada de electricidade para o computador e projector que permitirá desenhar os rostos na parede. A chuva não pára. O grupo, só de homens, reúne-se num terraço, entra e sai gente das casas. É preciso tomar decisões: quem colocar nas paredes, pedir autorização às pessoas, escolher as imagens. Na casa do lado discute-se, alto, filosofia grega. Ouve-se falar de Sócrates e de Platão.
“Quando se é jovem tem que se voar”, está escrito, a letras pintadas de forma perfeita numa das paredes. Também ao lado se vê o nome de Musso (Diogo Seidi) bem carregado, o jovem de 15 anos que morreu em 2013, depois de uma detenção pela polícia. É uma das hipóteses de rosto a homenagear.
Vado Más Ki Ás também está na calha. A ideia de acordar e se ver na parede deixa-o feliz. É “como um sonho”, ter a sua cara na parede, é como “se fosse uma estátua, um símbolo do bairro”. A intervenção de Vhils representa "uma nova experiência para o bairro, uma boa contribuição”, diz, habituado a ver o 6 de Maio nas notícias por causa das rusgas da polícia.
O rapper vive agora no Cacém, depois de a CMA lhe ter atribuído financiamento para comprar uma casa, ao abrigo do PER. “Se fosse uma casa dada pela câmara não tinha tantas regalias, comprei a casa e está comprada”, diz, sem querer revelar o valor atribuído. Mas todos os dias – todos – vai ao 6 de Maio. Ainda se considera um morador, até porque é aqui que tem amigos e família. Critica os despejos de quem não tem direito ao PER, feitos sem respeito, considera. 
Chamar a atenção para a situação
Os rostos dos moradores nas paredes das casas em ruínas, desenhados por Vhils e pela sua equipa, vão valorizar o 6 de Maio, dar mais espírito e auto-estima aos moradores, diz. “E vai aparecer em todo o mundo”, comenta, visivelmente entusiasmado. João acha que o bairro vai “ficar mais colorido”. O pessoal “vai curtir” e perguntar: “Porque é que não meteram a minha cara também?!”, comenta a rir. João é um dos moradores que tem direito ao PER, mas está à espera que a CMA lhe dê as verbas.
“Consegues mandar esta foto um bocadinho maior?”, pergunta Vhils a Vado. “Acho que não.” No computador, o artista nascido em 1987 vai ajustando imagens. Lembra o projecto que fez em Santa Filomena, há uns anos, ele que também esteve numa favela do Rio de Janeiro a fazer um statement semelhante. “Na altura fizemos um workshop em Santa Filomena, que teve um processo similar, e complicado. Pintámos com o pessoal. Aqui, havia um silêncio à volta [do problema], apesar de se ter gerado uma discussão. A ideia é fazer uma homenagem e pôr o rosto das pessoas que restam do bairro, chamar a atenção para a situação. Para que no acto da destruição haja essa metáfora de que quando se destrói, e não se dá alternativa, está-se a destruir a vida da pessoa. A força da imagem pode ter alguma mensagem.”
Impressiona-o as pessoas que perderam tudo, que ficam com as coisas à porta. “Não quero glorificar esta situação. O objectivo é falar sobre a alternativa que não é dada quando se faz a demolição”, sublinha.
Debaixo de chuva, Vhils e equipa pegam nas latas e desenham Ondina e Katuta. No meio da noite, a polícia apareceu, fez uma rusga, ordenou a paragem dos graffiti. Foram um pouco brutos com um dos rapazes, conta o artista. “Quem é que estavam realmente a proteger?”, questiona Vhils.
Já na sexta-feira de manhã, Ondina Tavares chega perto do seu rosto. Não reconhece de imediato, porque as sombras deixam alguma ambiguidade. Aponta para Katuta Branca, na outra parede. Também não o reconhece à primeira. “Esse sítio também vai abaixo, não é?”


OUTRA BOA NOTÍCIA PARA MUMIA .

Noelle Hanrahan de Prison Rádio informou que pela primeira vez, um juiz ordenou que o fiscal de Filadélfia entregue provas e abra seus arquivos em um recurso de mumia Abu-Jamal. Em um golpe que rompe a complacência, a acusação por fim terá que prestar contas.
O Juiz Leon Tucker do Tribunal de causas comuns ordenou que o fiscal entregue todos os documentos relevantes ao papel de Rum Castille, ex-Juiz do supremo Tribunal da Pensilvânia, no caso de Múmia.
Castille tinha sido sub-Procurador e supervisor durante o julgamento de Mumia em 1982 e fiscal durante a apelação de Mumia em 1989. Depois de ser eleito como juiz da supremo do tribunal da Pensilvânia com o apoio da polícia organizada em 1994 , Castille se negou a retirar nas audiências de Mumia e falhou contra ele em todos os casos que contestaram as acções do Ministério Público de Filadélfia que ele havia liderado.
Essa ampla ordem de descoberta vem uns poucos dias depois dos argumentos feitos no tribunal por as advogadas Christina Swarns, da naacp ldf, e Judith Ritter, da Universidade Widner na segunda-feira, 24 de abril de 2017 na apelação De remédio pós-condenação (pcra).
Durante a audição, Swarns deixou bem claro que não vai tolerar o hábito da acusação de mentir aos tribunais de recurso e que esse costume havia sido revelado em outro caso chamado Williams vs Pensilvânia, que destaca o duplo papel do mesmo Castille Como promotor e juiz contra Terrence Williams. Nesse caso o supremo fustigou a procuradoria duramente por não revelar as provas, que o promotor tinha escondido durante muitos anos.
Esta é uma oportunidade para começar a desvendar as décadas de corrupção policial e processual que atormentaram os esforços de Mumia para ganhar justiça.
Encarcerado durante mais de 35 anos Mumia Abu-Jamal manteve a sua inocência na morte do polícia de Filadélfia, Daniel Faulkner, no dia 9 de dezembro de 1981.
No dia 29 de abril de 2017, o juiz Tucker declarou: " o commonwealth tem que produzir qualquer documento ou recorde na posse ou sob o controlo da acusação de Filadélfia que demonstra o envolvimento pessoal do ex-Procurador Ronald Castille no caso ... e declarações públicas suas durante e depois do seu mandato como o fiscal de Filadélfia ".
Há que lembrar a história do Ministério Público em atrasar o caso e fazer novas apelos para evitar que se revelar a sua má conduta. Sabemos que haverá novas manobras para limitar o acesso de Mumia aos tribunais e ganhar sua liberdade. Já é hora de sair para a rua!

MOVE, 39 anos atrás das grades




O primeiro ataque militar contra os MOVE ocorreu em 8 de Agosto de 1978, quando a sua casa foi atacada por 500 policiais, e nove de seus integrantes foram detidos acusados da morte do polícia James Ramp, na verdade, morto por " fogo amigo ".

NO DIA 8 de Agosto de 2017, as mulheres e os homens conhecidos como "OS 9 de MOVE" devem cumprir 39 anos atrás das grades no estado da Pensilvânia, condenados a partir de 30 a 100 Anos de prisão pelo assassinato do policia . Depois de cumprirem a sua pena mínima em 2008, os presos foram elegíveis para a liberdade condicional. Porém, o conselho de liberdade condicional, controlado pela polícia, continua a inventar pretextos para negar-lhes a sua liberdade.

Agora, na verdade, são sete que sobraram do grupo original após as mortes suspeitas, Merle África na prisão em 1998 e Phil Africa em 2015. São Delbert, Janet, Janine, Debbie, Eddie, Mike E Chuck Africa.
A Organização naturalista, fundada por África no início dos anos 70, dedica-se a defender todas as formas de vida -- Humana, animal e vegetal -- contra um sistema predador. Se manifestam em apoio aos prisioneiros políticos e contra a violência policial e também se opõem ao maus tratos de animais e a destruição do meio ambiente. Preferem a não-violência mas insistem em seu direito à auto-Defesa.

O jornalista Mumia Abu-Jamal começou a cobrir os julgamentos dos integrantes dos MOVE nos anos 70. Depois de o juiz Malmed condenou " OS 9 de MOVE, Mumia chamou um talk-Show no qual o juiz falou do processo. Perguntou-lhe: " Quem matou o James Ramp?" o juiz respondeu: " não tenho a menor ideia. Eles eram considerados como uma família e eu encontrei-os culpados, como uma família ".

Diz Abu-Jamal: " eles foram condenados por ser unidos, não na luta contra o crime mas em rebelião contra o sistema e na resistência contra os ataques armados do estado. Foram condenados por fazerem parte dos MOVE ".

O 1º de Maio foi Dia de Luta e Festa


Ontem comemorou-se o dia 1º de Maio dia Internacional dos trabalhadores . A exemplo do que aconteceu por todo o mundo, em Lisboa realizou-se uma manifestação da Praça do Martim Moniz à Alameda .

Entre os largos milhares de participantes estiveram activistas do Colectivo Mumia que fizeram eco das causas que abraçamos na luta por um Mundo justo sem exploração do homem pelo homem.








Desfile na Avenida da Liberdade


Desfile do 25 de Abril na Avenida da Liberdade em Lisboa, entre os largos milhares de presentes e as centenas de panos com mensagens contou com a presença de um pano do Colectivo de Solidariedade Mumia Abu-Jamal.

O caso de Mumia, que a injustiça americana persiste em arrastar e impor a morte pela eternização da prisão injusta . O facto de se ter contactado com dezenas e dezenas de pessoas serviu para recordar que a luta de Mumia pela liberdade continua presente e agora com redobrada intensidade pelo facto do clima fascizante e de intensificação da guerra sob a era de Trump estar cada vez mais presente .

Poema para Mumia

Escreveu no ano passado no dia 24 de abril para mumia no seu niver e para presidente Bobby ' s 80 th que outubro!
Estamos de volta!
(para mumia, para presidente Bobby, presidente o Fred e o Fred Jr. )

" Não é tanto a minha morte que querem; é o meu silêncio..."
Múmia Abu-Jamal
" o inferno u taaaalmbout!
" o inferno u talmbout! ' Inferno u talmbout..."
Inferno você talmbout / dizer seus nomes,
Jonelle Monáe, ridenna, Roman Gianarthur

Estamos de volta!
Estamos de volta!
Partimos para a liberdade!
We Ride...
Liberdade do racismo,
Liberdade do sexismo
A liberdade de todas as formas de opressão
We Ride!...
We Ride
Para o pleno emprego para o povo
We Ride!...
Estamos de volta!
Vamos viajar para aproveitar a fase deste momento
Para a globalização de salário mínimo!
We Ride!...
We Ride!...
Para o nosso próprio tambor
Sobre os nossos próprios pés
Com a nossa própria agenda
Ao nosso próprio ritmo.
We Ride!...
Partimos!... Partimos!...
Salário igual para trabalho igual
Para as nossas mães, nossas tias,
Nossas filhas, nossas amantes,
We Ride!...
We Ride...
Para um fim
Ao roubo de nossa comunidade pelo capitalista!
Estamos de volta!
Partimos para meter este sanguessuga do império até
Para reparações, justiça econômica,
Por tudo o que eles nos devem
E eles nos devem muito!
We Ride!...
We Ride!...
Vamos viajar para cercar a 1 %
Para ensiná-los da maneira mais difícil
Que numa democracia
A maioria das regras
E não esta hyperwealthy
Snotnosed privilegiado
Minoria branca...
Partimos!... Partimos!...
Partimos para uma verdadeira educação
E para o ensino gratuito...
We Ride
Partimos para a socialização dos cuidados de saúde e medicina
Inferno, partimos para o socialismo democrático!
We Ride!...
Partimos!... Partimos!...
Para o nosso próprio tambor
Sobre os nossos próprios pés
Com a nossa própria agenda
Para o nosso próprio Beat!...
Estamos de volta!
Partimos!... Partimos!...
Para A RT para votar como uma alteração
Para a merda da Constituição...
We Ride...
Partimos para um novo mundo do povo fim de mídia
Um que wd construir em torno de mumia
Em vez de tentar matar a mumia!
Estamos de volta!
Partimos para mumia...
Uma sinfonia dos sem voz
Encontrando a nossa voz
Tornar-se uma voz
No auge da luta, despindo
Estamos de volta!
Para os nossos combatentes da liberdade
Para Jalil, por Herman Bell, por Seth Hayes,
Para Kamau Sadiki,
Para Ed Poindexter, para sundiata
Para um verdadeiro " Maroon em Russell ' Maroon shoats
E para a honra do nosso " Maroon ancestrais!
Por Leonard Peltier
Para Oscar Lopez Rivera
Para a chamada para livre sou tudo!
Partimos!... Partimos!...
Para aqueles que perdemos em cativeiro
Para mondo, por majid
Para Bashir Hameed, por Hugo Pinell,
Por Phil, para merle
Por Albert ' Nuh Washington
E Teddy ' Jah Heath...
Estamos de volta! We Ride!...
Para o nosso próprio tambor
Sobre os nossos próprios pés
Para a nossa própria agenda
Para o nosso próprio beat...
Estamos de volta! Estamos de volta! We Ride!...
Para Harriet e para Nat Turner!
We Ride...
Para dessalines e toussaint!
We Ride...
Por Frederick Douglass e Martin R Delany
We Ride...
Para Garvey e dubois
Para albizu e para lolita
Por Malcolm e por kwame
Para mao e para ho chi minh
Estamos de volta! Estamos de volta!
Por " Che, o novo homem e mulher
E para o Martin é amada comunidade
We Ride!...
Para Presidente Fred, por huey,
Para o George e Jonathan,
Para Lumumba e zayd
Para ali bey, por smitty
Por Jerónimo, por safiya...
Para, para o capitão dhoruba chicote
Por sangue mccreary o verdadeiro sangue
Para Yas, para Barbara, por rosemari, por sam
Por cisco, Cleo, para bj
Para emory, para tarika
Para o Pete O ' Neal e mamãe c
Para Marshall Eddie, sekou
Para Assata!
Estamos de volta! Estamos de volta! Estamos de volta!
Contra o fascismo e do imperialismo
E todos os acordos neocolonial
We Ride!...
Contra o genocídio e fratricídio
Estamos de volta!
Contra o estado terror desses porcos racistas
Estamos de volta!
Contra a alienação e encarceramento em massa
Estamos de volta!
Contra a discriminação racial, a homofobia e islamaphobia
Estamos de volta!
Partimos para tóxico livre céu amigo
Maldita United Airlines
Estamos a falar a santidade da mãe terra
E o pai do céu!
Para a água
Pista livre e veneno de graça!
Estamos de volta!
Por justiça restaurativa
E a harmonia dos 4 VENTOS
Estamos de volta!
Por terras pão justiça a habitação e a paz...
Para o Deus dos nossos antepassados nos perdoar
Para todos os nossos pecados... Forgiveable
Marchamos dançamos cantamos
Organizamos para evitar o avanço
Da direita racista raivoso rt
Estamos de volta! Estamos de volta! Estamos de volta!
Para o nosso próprio tambor
Sobre os nossos próprios pés
Para a nossa própria agenda
Ao nosso próprio ritmo.
Para vadio rush o show todo!
Estamos de volta! Estamos de volta! We Ride!...

" o inferno u taaaalmbout!
" o inferno u talmbout!... Inferno u talmbout!"

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